sábado, 22 de janeiro de 2011

Visita a clínica da família Dr. Hans Jurgen Fernando Dohmann


No dia 17 de Janeiro de 2011 demos início ao VER SUS Rio. O Projeto Vivência e Estágio na Realidade do Sistema Único de Saúde, que tem sua intitulação autoexplicativa, começou com uma visita a clínica da família Dr. Hans Jurgen Fernando Dohmann, que me causou um certo estranhamento, seguido de muita satisfação ao me deparar com uma infraestrutura bem planejada e singular.
Quando penso no espaço físico do atendimento primário em saúde, inevitavelmente me vem a mente lugares escuros, com filas, pouco acolhedores. Enfim, ambientes pouco organizados e precários. Entretanto, nessa clínica, também conhecida como clínica da brisa, consegui, a partir da infraestrutura, passar uma "sensação" de um ambiente agradável, tanto para o trabalhador, quanto para o paciente, como também de um serviço de saúde de qualidade. Vale lembrar que a estrutura foi desenvolvida considerando a opinião dos atores envolvidos e as particularidades da região.



Após essa primeira impressão, fomos convidados a conhecer o projeto Academia Carioca da Saúde, uma iniciativa promissora que há um ano vem disponibilizando a sociedade um espaço para a prática corporal, quase sempre recomendada para pacientes hipertensos, diabéticos, obesos, entre outros, mudando a concepção de procurar o posto para tratar a doença fazendo desse espaço um meio para gerar saúde. Com esse relato do projeto e posteriormente a fala de José Carlos Prado Junior, superintendente da atenção primária de saúde do munício, foi possível perceber o empenho da gestão em investir na atenção básica, aumentando, com qualidade a cobertura do serviço.



Presenciamos também uma tuma da Academia Carioca, sob supervisão do professor Kleber, que comprovaram o sucesso dessa atividade. Posteriormente participamos de uma palestra de promoção e educação em saúde bucal direcionada para a comunidade. Foi possível perceber o interesse e empenho do profissional com sua atividade. Todavia, seu discurso venho acompanhado de imposições, culpabilização e pouco diálogo com a comunidade, para entender quais as dificuldades para tornar o cuidado com a saúde bucal algo presente na rotina das famílias. Considero essa atividade pedagógica pouco eficiente por não considerar a realidade daquelas pessoas e muito comum nas rotinas de promoção e educação. Creio que como solução, essa forma de ensino, onde se acredita que um indíviduo é retentor do conhecimento e que o outro só tem a absorver e nada a contribuir por não ter o conhecimento científico, deve ser repensada, uma vez que, segundo Paulo Freire o conhecimento se constrói em conjunto, através da troca de experiências.
Por fim, tivemos uma demonstração de como se cria um blog, para podermos registrar todas as nossas vivências!
Por hoje é só! AbraSUS!

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